sobre livros e a vida

29/12/2013

Tá na Estante :: “Boneco de Neve” #172

Hey pessoinhas!

Tudo bem com vocês? Já se passou um tempão desde que resenhei algo para vocês não é? Estava sentindo falta. Por isso hoje vim trazer resenha da minha última leitura de 2013 e , com certeza, uma das melhores.

Quem assistiu a última Caixinha de Correio viu o queridinho da vez. Trata-se do thriller/policial Boneco de Neve, publicado no Brasil pelo Grupo Editorial Record.

Livro: Boneco de Neve
Autor: Jo Nesbø
Editora: Record
Páginas: 420
Sinopse: Considerado seu livro mais ambicioso pelo jornal inglês The Guardian e comparado a Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris, pelo The Times, Boneco de neve é o seu livro mais arrepiante. No dia da primeira neve do ano, na fria cidade de Oslo, o inspetor Harry Hole se depara com um psicopata cruel, que cria suas próprias regras; O terror se espalha pela cidade, pois um boneco de neve no jardim pode ser um aviso de que haverá uma próxima vítima. No caso mais desafiador da sua carreira, Hole se envolve em uma trama complexa e mortal, com final surpreendente. 

Eu sempre amei romances policiais, mas confesso que não sabia muito bem o que esperar de Boneco de Neve. Talvez por nunca ter lido nada do autor antes desse livro.

Não conhecia o autor nem de nome, então imaginem a minha surpresa ao descobrir que este já é o sétimo volume da série Harry Hole publicado no Brasil! Mas o fato de ser o sétimo não influenciou em nada a minha compreensão da história. É uma daquelas séries que só tem em comum o personagem principal, sabem?

Em Boneco de Neve, Harry Hole é representado como o típico detetive: alcoólatra, com fixação por trabalho e uma mente um tanto quanto inquieta. A trama começa no primeiro dia de neve do ano na Noruega, quando acontece o primeiro desaparecimento.

A partir daí, Harry reúne uma equipe com quem considera serem os melhores detetives de Oslo para investigar o caso. A equipe é formada por Katrine Bratt, Bjørn Holm, Magnus Skarre e o próprio Harry Hole, com enventuais ajudas da Kripos, a Unidade Nacional de Combate À Criminalidade.

Através das investigações, o grupo descobre mais onze casos semelhantes, enquadrando, assim, como um caso de serial killer. O fato curioso entre todos os casos: em todas as cenas dos crimes foi encontrado um boneco de neve. Por esse motivo, o serial killer fica conhecido por esse “apelido”.

Jo Nesbø é, claramente, um estrategista. Ele gosta de nos enganar. Não nos deixa margem alguma para suspeitos. E quando o faz, rapidamente transforma o suspeito em vítima. Gosto bastante de livros não previsíveis como esse. Acho que a curiosidade para saber o desfecho da história nos impulsiona a acabar a leitura mais rapidamente.

Durante a leitura, cheguei a comentar no facebook que Katrine Bratt havia se tornado uma das minhas personagens favoritas do gênero. Sustento essa opinião após a conclusão da leitura, mas posso dizer que os motivos pelos quais gostei dela logo de cara foram totalmente equivocados.

Assim como Harry Hole, Katrine também é uma workaholic. Quando está trabalhando em um caso, sua vida praticamente se torna a investigação. Essa dedicação beira à obsessão. E é essa obsessão que dá uma guinada na trama com relação ao criminoso e à nossa detetive.

Quanto ao enredo do livro, creio que só tenho uma crítica: várias vezes, o autor intercala épocas, voltando a investigações passadas. Isso me confundiu um pouco durante a leitura, mas nada que torne o livro desagradável de se ler. Quanto à escrita do autor, notei muitas semelhanças à escrita do Stieg Larsson, autor da Trilogia Millennium. De fato, no começo da leitura, me peguei comparando Boneco de Neve à Millennium diversas vezes.

A diagramação é simples, sem muitos enfeites. Páginas amarelas e destaque em começos de capítulos e na transição das partes do livro. Não diria que é uma leitura leve e rápida, já que o livro possui diversos elementos fortes, macabros e chocantes que demoram um certo tempo para ser digeridos.

Minha conclusão após finalizar a leitura foi: Se quiserem me dar os outros 6 livros do autor, certamente não me incomodaria!

O Grupo Editorial Record me mandou o kit desse livro, contendo um bloco de anotações e uma carta de letras recortadas de revista. O trabalho de divulgação da editora foi maravilhoso e com certeza à altura desse thriller fantástico que encerrou as minhas leituras de 2013.

Macabro, não?
Se no Brasil nevasse, já estaria morrendo de medo.

O bloco de anotações, com a capa americana do livro.

E, como de costume, irei deixá-los com uma das citações que mais me marcou no livro.

– Sabe de uma coisa, Sr. Hole? Para alguém que tem como profissão desencavar verdades incômodas, você certamente gosta de viver uma mentira.

Beijinhos e até a próxima!

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