sobre livros e a vida

06/12/2016

Tá Na Estante :: ‘A Garota no Trem’ #619

E aí, galerinha. Como estão?

Aqui quem fala é a Jaque, do Blog Meus Livros, Meu Mundo, e estou aqui hoje a pedido da Barbara para falar sobre a minha experiência com o livro A Garota no Trem. Vamos conferir?!

Livro: A Garota no Trem
Autora: Paula Hawkins
Editora: Record
Páginas: 378
Sinopse: Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio por galpões, caixas d’água, pontes, casebres e aconchegantes casas vitorianas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota no trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.

Rachel está na fossa. Desde que foi abandonada pelo marido, o seu mundo ruiu e ela se entregou ao álcool, passando os seus dias bêbada, se vitimizando e destruindo pouco a pouco o que havia restado de sua vida.
Mesmo assim, a garota tentava ostentar uma fachada de bem estar que não enganava a ninguém. Depois de ter sido demitida, ocupava o seu tempo andando de trem, observando os moradores da Blenheim Road. Lá, em uma daquelas casinhas para as quais evitava olhar, viviam seu ex, Tom, com a nova esposa, Anna e a filhinha, Evie.
Justamente por isso, Rachel preferia ficar de olho no casal que morava praticamente ao lado e que julgava ter um relacionamento perfeito com o qual sempre sonhou. Em seus devaneios mais pirados, Rachel os nomeou de Jess Jason, e até chegou a criar para eles uma história na qual passou a acreditar. 

Certo dia, quando viu no jornal a foto de uma jovem desaparecida que estava sendo procurada pela polícia e se deu conta de que era Jess, que na verdade se chamava Megan, surtou!
Como assim Megan havia sumido? O que tinha acontecido com ela? Rachel começou a mirabolar mil e uma teorias, pois, no dia anterior, viu Megan beijando outro homem que não o marido e, portanto, estava convencida de que ele tinha algo a ver com isso.
Rachel precisava agir, afinal, ela era a única testemunha ocular de que Megan tinha um amante. Então, decidiu entrar de cabeça numa investigação perigosa para ajudar a polícia a encontrar Megan. Entretanto, mal sabia ela que colocaria a sua vida em risco nessa empreitada.
Querem saber o que vai acontecer? Então leiam!
Soube da existência de A Garota no Trem quando ouvi milhares de burburinhos na internet, opiniões divergentes sobre o livro e um comparativo que me deixou muito curioso, de que ele era perfeito para os fãs de Garota Exemplar. Bom, eu precisava conferir essa história para ontem.
Infelizmente, foi uma das minhas maiores decepções do ano, talvez por eu ter criado tantas expectativas em relação a ele. Escrito em primeira pessoa, vamos conhecendo, em capítulos intercalados, cada uma das protagonistas que, aparentemente, não possuem nada em comum, mas que têm as suas vidas entrelaçadas no decorrer das páginas.
Simplesmente detestei Rachel. Que personagem insuportável, melodramática e depressiva. Entendo que ela enfrentou uma grande perda, mas, sinceramente, não tenho paciência para esse tipo de pessoa. Megan e Anna não se sobressaíram também. Ambas nunca estavam satisfeitas com as suas vidas. Enquanto Megan aparentava ter realmente um relacionamento perfeito, nada nunca era o suficiente para ela, a ponto de ter que preencher o vazio que sentia nos braços de outro homem. Já Anna, fez de tudo para ter Tom só para si, não se importando em destruir o casamento de Rachel, mas quando conseguiu, não queria mais ser a dona de casa e mãe de família como havia planejado, pois sentia falta da liberdade e da libertinagem que havia deixado para trás.
Hawkins tinha um grande potencial em mãos com essa trama, mas não logrou êxito. Não gostei de sua escrita arrastada, tediosa, e repetitiva. O mistério construído por trás do sumiço de Megan é até legal, prendendo um pouco o leitor, mas, na medida em que vamos chegando ao final, a narrativa se acelera, os acontecimentos se atropelam e, quando os mistérios vão sendo revelados, em nada surpreendem, ao contrário, achei tudo muito clichê.
Definitivamente, A Garota no Trem não chega aos pés de Garota Exemplar, entretanto, talvez, para um leitor menos exigente, que não se incomode com personagens irritantes e intratáveis e goste de resolver enigmas, possa vir a aproveitar a obra.

Beijinhos e até qualquer hora!

Ei, eu sou a Barb, tenho 27 anos, sou baiana, estudei Letras e compartilho conteúdo desde 2010 na internet. Por aqui, escrevo sobre tudo que faz meu coração bater mais forte.

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