sobre livros e a vida

16/06/2016

Tá Na Estante :: ‘Dorothy Tem Que Morrer’ #541

Oi, gente. Tudo bem?

Estou de volta hoje com mais uma resenha para vocês. O livro da vez é uma releitura de conto de fadas, publicado no mês passado pela Editora Rocco. Vamos conferir?!

Livro: Dorothy Tem Que Morrer
Série: Dorothy Must Die
Autora: Danielle Paige
Editora: Rocco
Páginas: 384
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Sinopse: Quando toda a sua vida é levada por um tornado – incluindo você –, não há escolha a não ser continuar, certo? Claro que eu li os livros. Assisti aos filmes. Conheço a música sobre o arco-íris. Mas nunca imaginei que Oz fosse assim. Um lugar onde Bruxas Boas não são confiáveis, Bruxas Más talvez sejam boazinhas e macacos alados são executados por atos de rebelião. Ainda há uma estrada de tijolos amarelos, mas até isso está se desfazendo. O motivo? Dorothy. Dizem que ela retornou a Oz. Dizem que ela tomou o poder. E agora ninguém está seguro… Meu nome é Amy Gumm…Eu sou a outra garota do Kansas. Fui recrutada pela Ordem Revolucionária dos Malvados. Fui treinada para lutar. Livro de estreia de Danielle Paige, Dorothy tem que morrer chega ao Brasil depois de figurar na lista dos mais vendidos do The New York Times.

Amy Gumm sempre aceitou que era um lixo humano. Desde que o pai saiu de casa para morar com outra mulher e ela e a mãe precisaram se mudar para um trailer, ela soube que sempre seria conhecida por isso. Mas tudo bem. Ela era muito próxima da mãe e as duas davam apoio uma para a outra, isso até a matriarca sofrer um grave acidente e, após a recuperação, esquecer totalmente da existência da filha.
Desde então, Amy passa seus dias sozinha, tentando viver a sua vida da forma mais simples possível. Só que na escola, a vida da adolescente mais popular de lá só tem sentido quando torna a de Amy um inferno. Após uma discussão entre as duas, Amy é suspensa ao ser acusada de agredir a outra menina, que está grávida, e é mandada pra casa.
Chegando no local, Amy encontra sua mãe arrumando-se para sair para beber com as amigas. Na televisão, o jornal local alerta que um tornado se aproxima da pequena cidade do Kansas onde Amy vive. Ela tenta fazer com que a mãe fique em casa, mas a outra sai mesmo assim, deixando a filha para enfrentar o tornado, tendo apenas Star, sua ratinha de estimação, como companhia.

Amy não acredita em momento algum que algo de errado pode acontecer. Quer dizer, é um tornado no Kansas, quais as chances? Eis que ela é surpreendida quando seu trailer é levado pelo forte vento, fazendo com que a garota tenha certeza que vai morrer. Quando a casa para de mexer e a porta se abre, Amy não acredita no que vê.
Do lado de fora, um lugar inacreditável se mostra. Seria possível que o tornado tenha levado Amy até Oz? Ela leu o livro, viu o filme e tem certeza que aquela estrada de tijolos amarelos está diante de si. Só que tem algo sombrio no ar. Algo de ruim aconteceu ali e aquela Oz que ela conhecia não é mais a mesma.
Caminhando pela estrada, Amy encontra Indigo, uma Munchkin, que está tentando fugir. A menina conta a Amy o porquê de Oz estar assim. Ao que parece, depois que Dorothty voltou para o Kansas não se sentiu satisfeita com o rumo que sua vida tomou e retornou a Oz como heroína, logo transformada em princesa pela rainha Ozma. Só que com o tempo, Ozma desapareceu e Dorothy assumiu o trono e passou a proibir a magia, pois a queria toda para si.

Ao lado de Dorothy, estão trabalhando Glinda, a antiga Bruxa Boa do Sul; o Espantalho, que tornou-se uma criatura grotesca que faz experiências aterrorizantes em seu laboratório; o Leão Covarde, que alimenta-se de quem contrariar Dorothy e tornou-se um monstro; e o Homem de Lata, chefe da Guarda Real, que aterroriza os habitantes dos vilarejos de Oz. 
Durante sua rota, Amy acaba sendo capturada pelo Homem de Lata e aprisionada nos calabouços do castelo. Logo sua execução será decretada e não há nada que ela possa fazer para escapar. Isso até que uma bruxa, Mombi, aparece em sua cela e oferece ajuda a menina. Sem saída, Amy acaba aceitando o auxílio da bruxa, mas sabe que isso terá um preço.
Já a salvo, Amy descobre o motivo de Mombi tê-la ajudado. Junto de Gert (a antiga Bruxa Boa do Sul), Glamora (a irmã gêmea má de Glinda) e Nox (um aprendiz de Mombi), formou-se a Ordem dos Malvados, um clã que tem como objetivo derrotar Dorothy e fazer com que Oz volte a ser o que era antes, Bem e Mal em seus verdadeiros lugares. 
Sozinhos, os quatro não conseguirão concluir seu plan e precisam da ajuda de Amy. A menina então começa a treinar diversas artes, inclusive magia, com seus novos tutores. Ela precisa ser uma exímia soldada para cumprir a missão final da Ordem. Para a paz voltar a reinar em Oz, Dorothy tem que morrer e Amy é quem precisa matá-la…
Querem saber o que vai acontecer? Então não deixem de ler.
Eu conheci esse livro há algum tempo, depois de ver uma resenha do blog Livros & Citações e desde então fiquei rezando para alguma editora comprar os direitos de publicação aqui no Brasil. Eis que a Rocco fica responsável pelo lançamento aqui e assim que o livro entra em pré-venda já quero comprá-lo. Entretanto, fui convidado no mês passado a mediar um Encontro Geek da editora aqui em PoA e como esse livro seria um dos abordados, recebi um para ler e me joguei nessa história.
Confesso a vocês que nunca li O Mágico de Oz, só aquelas versões adaptadas para crianças. É bem provável que eu tenha perdido inúmeras referências nessa releitura, já que não conhecia a maioria dos personagens e não sabia se eram criações da autora ou se ela os estava aproveitando do original.
A escrita de Danielle Paige é simplesmente viciante. Logo nas primeiras páginas me vi preso em sua narrativa e o devorei em praticamente uma única sentada. A autora usou diversos elementos para impedir que o livro caísse na mesmice e, mesmo com uma dose de romance, focou mais na ação, o que permitiu que eu aproveitasse ainda mais a história.
A narrativa é feita em primeira pessoa, sob a perspectiva de Amy. Logo de cara me afeiçoei a personagem, que sofreu muito na vida mas não deixou isso derrubá-la. Amy é determinada e sabe muito bem o que quer. Ela não mede esforços pra provar que não é nem um pouco frágil e fará de tudo para atingir seus objetivos.

Os outros personagens foram muito bem construídos. De longe, minha favorita é Gert. A sábia senhora bruxa é uma grande companheira para Amy, dando-lhe diversos conselhos e ajudando a menina a encarar seu destino de uma forma mais aceitável. Também gostei muito de Glamora. Por trás daquela sua pompa toda, existe uma mulher sensível e mesmo sendo uma bruxa má, ela sabe ser boa quando quer.
Nossa vilã Dorothy é uma bitch completa. Há tempos não odiava tanto assim uma personagem. Ela é fútil, arrogante e muito cruel. Coitado de quem cruzar seu caminho. A única pessoa que mete medo na garota é o Mágico, que é um personagem bem controverso e até agora não sei de que lado ele está.
O final do livro foi extremamente surpreendente. Em momento algum pude notar o caminho para o qual Paige seguia e fui arrebatado pelo desfecho que ela deu à trama. Fiquei de queixo caído quando as peças foram se alinhando e estou extremamente ansioso pela continuação, The Wicked Will Rise, que ainda não tem previsão de lançamento aqui, infelizmente.
A edição física do livro está muito bem trabalhada. A capa é uma adaptação da original e, apesar de bem minimalista, é lindíssima. A diagramação é simples, as páginas são amareladas, a fonte é grande e o espaçamento é ótimo. A revisão está impecável, não encontrei um único erro durante a leitura. Minha única ressalva se dá à quarta-capa, que possui um enorme spoiler da história.
Dorothy tem que Morrer é um livro fabuloso e merece a atenção de todos. Com certeza recomendo essa história. Se joguem, não há como se arrepender!
Beijos e até a próxima!

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Ei, eu sou a Barb, tenho 27 anos, sou baiana, estudei Letras e compartilho conteúdo desde 2010 na internet. Por aqui, escrevo sobre tudo que faz meu coração bater mais forte.

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