sobre livros e a vida

14/01/2017

Tá Na Estante :: ‘Crave a Marca’ #626

Oi, gente. Tudo bem?

Fui convidado pela editora Rocco para mediar o evento de lançamento de Crave a Marca aqui em Porto Alegre e, para tal, recebi a prova antecipada da obra. Concluí a leitura por esses dias e hoje vim contar o que achei desse livro, que terá seu lançamento mundial no dia 17 de janeiro. Vamos conferir?!

Livro: Crave a Marca
Série: Carve the Mark (#01)
Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco
Páginas: 480
Sinopse: Num planeta em guerra, numa galáxia em que quase todos os seres estão conectados por uma energia misteriosa chamada “a corrente” e cada pessoa possui um dom que lhe confere poderes e limitações, Cyra Noavek e Akos Kereseth são dois jovens de origens distintas cujos destinos se cruzam de forma decisiva. Obrigados a lidar com o ódio entre suas nações, seus preconceitos e visões de mundo, eles podem ser a salvação ou a ruína não só um do outro, mas de toda uma galáxia. Primeiro de uma série de fantasia e ficção científica, Crave a marca é aguardado novo livro da autora da série Divergente, Veronica Roth, que terá lançamento simultâneo em mais de 30 países em 17 de janeiro, e surpreenderá não só os fãs da escritora, mas também de clássicos sci-fi como Star Wars.

Esta distopia se passa em uma galáxia diferente da nossa. Temos um Sistema Solar com nove planetas também, onde todos são supervisionados pela Assembléia, uma nave espacial que reúne diversos políticos e fica orbitando pelo espaço. Esses planetas servem à Corrente, uma espécie de energia que determina quem são os fortes e os que vão perecer. Cada habitante da galáxia, ao atingir uma certa idade, desenvolve o dom da Corrente, um poder especial que varia de pessoa para pessoa.
A história se inicia em Thuvhe, um dos planetas da divisão, conhecido como o planeta de gelo. Uma guerra milenar existe lá por conta de seu domínio. Duas nações rivais batalham, acusando uma a outra de ter invadido o lugar. De um lado temos os thuvhesitas, com seus Oráculos e sua paixão pelas flores-de-gelo; do outro, o povo Shotet, conhecido como os piratas do espaço, que a cada temporada visitam outros planetas e arrecadam coisas que não podem produzir, mas nada além daquilo que os outros povos descartaram.

Os Oráculos são peças importantes, já que veem o futuro e podem mudar o destino de todos. Quando eles veem o futuro de alguém, que não pode ser mudado de forma alguma, eles chamam essas pessoas de afortunadas. Normalmente o que os Oráculos veem é mantido em segredo e apenas o afortunado deve saber de seu destino, mas quando uma rede de comunicação interplanetária revela as fortunas de todos, o caos se instaura.

Akos Kereseth tinha catorze anos quando um esquadrão de soldados Shotet invadiu sua casa em Thuvhe. Eles mataram seu pai e raptaram ele e seu irmão, pois suas fortunas representavam algum interesse para a família Noavek, governadora de Shotet. Akos treinou por dois com o clã inimigo e tornou-se um soldado, mas nunca perdeu a esperança de conseguir salvar o irmão e voltar para a segurança de seu lar.
Do outro lado temos Cyra Noavek. Seu dom da Corrente desenvolveu-se cedo demais e é algo que a tortura diariamente. A Corrente está dentro dela e provoca dores horríveis na garota e em todos aqueles que a tocarem. Cyra é irmã do imperador Rhyzek e tornou-se uma arma para amedrontar todos aqueles que pensem em desafiar o governo dele, mas ela detesta cada missão que precisa cumprir.
Akos e Cyra são extremos opostos, mas acabam se unindo por um bem maior. O dom da Corrente de Akos anula os efeitos do dom de Cyra, o que faz com que ela não sinta a dor sempre que ele toca nela. Por isso, os dois começam a passar mais tempo juntos e descobrir coisas um sobre o outro que sequer cogitavam, já que o preconceito entre Shotet e Thuvhe sempre existiu. 
Aos poucos, os dois vão se aproximando e Cyra percebe que pode lutar contra seu destino, desde que tenha Akos ao seu lado. Com um objetivo em comum, Akos e Cyra vão lutar para salvar a si próprios e a galáxia toda de um destino impiedoso.
Querem saber o que vai acontecer? Então não deixem de ler!
Depois da grande confusão que foi Convergente, acredito que a maioria dos leitores estava se perguntando o que Veronica Roth iria aprontar no seu próximo livro. Quando a autora anunciou que publicaria Crave a Marca, primeiro de uma duologia, fiquei extremamente ansioso. Conheço o potencial da autora e sei que ela podia fazer algo sensacional. E não é que ela fez?!
Neste novo livro, a escrita de Roth está mais madura e envolvente. Sua narrativa me prendeu logo nas primeiras páginas e fiquei ansioso pra saber o que iria acontecer no final. A grande questão, que me impediu de ler o livro tão rápido quanto costumo, foi que a autora inseriu diversos elementos fantásticos na trama. Não que isso seja algo ruim, mas tornou a narrativa mais densa e eu precisava parar um pouco para processar e não perder nenhum detalhe.
Crave a Marca é dividido em quatro partes. A primeira é narrada por Akos, em terceira pessoa, e vai apresentar Thuvhe e mostrar a captura do menino pelos Shotet; a segunda é narrada por Cyra, em primeira pessoa, e nos apresentará Shotet e o governo arbitrário de Rhyzek. A terceira e a quarta parte são narradas pelos dois personagens, alternadamente. Gostei da forma com que Veronica desenvolveu isso, mas não entendi o objetivo da mudança de narrativa, acho que poderia ter mantido tudo em primeira ou em terceira.
Os personagens foram muito bem construídos, desde os protagonistas aos coadjuvantes. Não posso dizer um único que esteja na trama só por estar, todos tem sua devida importância. De longe, Akos foi o meu favorito. Ele é corajoso, leal à família e, por mais que isso o destrua, não mede esforços para proteger aqueles que ama. Me surpreendi com sua estruturação e algumas de suas atitudes.
Cyra, por outro lado, foi uma “decepção”. Gostei muito da personagem e me identifiquei em certos aspectos. Contudo, acho que Veronica a idealizou fora do contexto da trama. É um mundo distópico, ela tem um poder destrutivo e sofre nas mãos do irmão. Particularmente, acho que tê-la feito mais badass do que frágil teria sido uma grande jogada da autora. Não que Cyra seja fraca, ela tem seus momentos de bravura, mas sabe quando não parece o suficiente?
O final foi surpreendente e de tirar o fôlego. No decorrer da história, Veronica foi dando a entender que levaria o desfecho para um lado, para em seguida inserir uma reviravolta e mudar completamente o rumo. Foi tudo bem conectado, mas as pontas soltas que ficaram me deixaram extremamente ansioso pela continuação, que só deve sair no ano que vem. 
A edição física está muito bem trabalhada. A capa é a mesma original, que acho maravilhosa. O título em português também ficou bem adaptado e, por incrível que pareça, tem muito a ver com a história. A diagramação é simples, as páginas são amareladas e a fonte é grande. A revisão está ótima, mas encontrei alguns errinhos de digitação durante a leitura. Nada muito grave, mas espero que sejam corrigidos na próxima edição.
Crave a Marca é um livro eletrizante, com um cenário fantástico muito bem construído e personagens extremamente cativantes. Veronica Roth arrasou na criação dessa história e não posso deixar de recomendar a todos vocês, porque realmente vale a pena. Deixem seus medos de lado e se joguem nessa trama envolvente. 
Beijos e até a próxima!!!
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Ei, eu sou a Barb, tenho 27 anos, sou baiana, estudei Letras e compartilho conteúdo desde 2010 na internet. Por aqui, escrevo sobre tudo que faz meu coração bater mais forte.

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