sobre livros e a vida

25/06/2016

Tá Na Estante :: ‘Além-Mundos’ #544

Oi, gente. Tudo bem?

Aqui é a Denise, do blog Sacudindo as Palavras, e hoje estou aqui, a convite do Leo, pra falar de um livro que li recentemente e gostei muito. Bora conhecer?!

Livro: Além-Mundos
Autor: Scott Westerfeld
Editora: Galera Record
Páginas: 546
Sinopse: Scott Westerfeld, autor da série Feios, retorna em mais uma aventura de tirar o fôlego. Darcy Patel escreveu seu primeiro livro em um mês. Não muito tempo depois, se mudou para Nova York, para realizar o sonho de viver de escrever. Lizzie se prepara para mais uma viagem de avião, até terroristas invadirem o aeroporto e começarem a atirar em todos. Desesperada, Lizzie se joga no chão. Eu estou morta, eu estou morta… No fim, está tão convencida de pertencer ao lugar dos mortos que acaba atravessando a fronteira do além-mundo. Darcy criou Lizzie. A menina de Além-mundos é sua protagonista. Enquanto Lizzie se vê cada vez mais envolvida nos assuntos dos mortos e do submundo, Darcy luta para se manter no paraíso do YA, na Big Apple, e quanto mais Darcy aprende e amadurece, mais a história de Lizzie também cresce. Ou seria o contrário? Sempre atravessando as barreiras entremundos, as duas irão se redescobrir, se reescrever e explorar os infinitos mundos dentro de si mesmas.

Em Além-Mundos conhecemos Darcy Patel, uma garota de 18 anos que escreveu o seu primeiro livro em um mês. Pouco tempo depois ela consegue um contrato com uma grande editora e vai para Nova York para realizar o sonho de todo autor que é viver da escrita. Só que nem tudo são rosas. Darcy tem muitas dúvidas com relação ao seu livro e de si mesma.

No livro também conhecemos Lizzie, que está aguardando o seu voo para voltar pra casa, depois de passar as suas férias com o pai. Tudo ia muito bem até que terroristas invadem o aeroporto onde Lizzie estava e começam a atirar em todo mundo. Desesperada, a menina liga para a emergência, onde a atendente diz para ela atirar-se no chão e fingir-se de morta. E é o que Lizzie faz. Ao se deitar no chão, ela fica pensando e repetindo em sua mente “Eu estou morta… Eu estou morta”, até que finalmente abre os olhos e percebe que tudo está cinza, sem cor.

Lizzie ficou tão convencida de que estava morta que acabou atravessando para o Além-Mundos, que é onde os fantasmas das pessoas vivem, além dos psicopompos – ou ceifadores – que são responsáveis por conduzir os espíritos. Lá ela também descobre que é um psicopompo e que além de poder atravessar para o Além-Mundos, também vai descobrir que não estava tão sozinha assim no lado dos vivos.

“Só se lembre: nem sempre as coisas que escrevemos são o que nós somos.”

Acho que você deve estar um pouquinho confuso agora, né?! Mas calma que vou explicar! Lizzie é a protagonista do livro de Darcy, que se chama Além-Mundos. E enquanto lemos a obra de Scott Westerfeld acabamos lendo não um, mas dois livros. Enquanto somos introduzidos no mundo de Darcy e nas dificuldades e inseguranças de se publicar um livro, também vamos nos envolvendo no mundo de Lizzie e no submundo que vamos descobrir junto com ela.
Mas para saber o que vai acontecer com a Darcy e descobrir o que ela vai aprontar com Lizzie, só lendo Além-Mundos para descobrir!

Confesso que peguei o livro para ler com um pouco de receio por causa do tamanho dele. Livros muito grandes acabam por se tornar cansativos e arrastados para mim, ainda mais quando tenho outros livros para ler. Entretanto, Além-Mundos foi um livro relativamente tranquilo, só tenho uma ressalva que falarei mais para a frente. 
O livro é narrado em terceira pessoa e é dividido em dois. Os capítulos ímpares são narrados pela Darcy e contam a história dela e de como é o mundo por trás dos lançamentos dos livros. Já os capítulos pares, que também contém traços em cima e embaixo de onde está escrito o capítulo e o respectivo número, são narrados por Lizzie e contam a história do Além-Mundos.
E agora começam as minhas reclamações. Essa coisa de misturar duas histórias acabou com que eu não gostasse tanto do livro assim. Quando eu iniciei a leitura e ainda estava me ambientando ao cenário e a troca de “livro”, até que estava curtindo ver os dois lados. Mas chegou certa hora que comecei a me simpatizar mais pela história da Lizzie do que da Darcy.
Darcy mostra como é a pressão de ter que escrever, publicar um livro, lidar com as críticas e tudo o mais, mas por vezes ela se mostra muito insegura com coisas que ela não precisava e isso começou a me irritar nos capítulos que ela narrava. Tudo bem que ela é nova nessa coisa de escritora e que está “se descobrindo” como pessoa e tudo mais, mas não precisa ser tão chata.

Já com a Lizzie, eu simpatizei logo de cara (tirando a parte do romance, que me incomodou um pouco). Logo no começo do livro me vi empolgada e presa em sua história, pois o modo como o lado dela é conduzido é bem mais leve e fluido, e eu me via louca para saber como aquilo ia terminar. Mas daí tinha a troca dos capítulos e eu me via desanimada para continuar a história com o ponto de vista da Darcy.

“O mundo sempre tem mais detalhes do que é possível se lembrar, mais do que é possível ver, e mil vezes mais do que é possível escrever. Estamos sempre apagando e esquecendo muito mais do que conseguimos expressar em palavras.”

Em um todo, o livro é muito bom. Só acho que ele poderia ter sido escrito de modo separado, pois muitas vezes nas partes da Darcy ela soltava spoilers do que aconteceria com a Lizzie e eu ficava com um pouquinho de raiva disso. 

A edição do livro me agradou, está bem bonita, e só encontrei dois erros durante a leitura que me incomodaram um pouco, mas tirando isso, o livro está perfeito. E para a minha primeira experiência com a escrita do Scott, acho que foi muito boa. Gostei do modo que ele escreve e pretendo dar outras chances para os outros livros dele. Então deixo aqui a minha recomendação de Além-Mundos para que você leiam.

Beijinhos e até mais!

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Ei, eu sou a Barb, tenho 27 anos, sou baiana, estudei Letras e compartilho conteúdo desde 2010 na internet. Por aqui, escrevo sobre tudo que faz meu coração bater mais forte.

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