sobre livros e a vida

29/11/2021

Para Sempre Interrompido, de Taylor Jenkins Reid

Elsie Porter nunca foi uma mulher confiante. Ela sempre viveu à sombra de sua melhor amiga, Ana, que ela julgava como mais bonita e mais carismática. Elsie também não tinha uma boa relação com os pais, ambos médicos, que não apoiavam sua carreira como bibliotecária. Mas tudo isso pareceu irrelevante quando ela conheceu Ben Ross.

Era uma noite tranquila e Elsie só queria comer uma pizza, mas então Ben surgiu ao seu lado e o papo fluiu tão bem que ela aceitou dar seu telefone para ele. O primeiro encontro levou a um segundo e não demorou para os dois estarem completamente apaixonados um pelo outro. E, menos de seis meses depois, Ben e Elsie se casaram.

Os dois tinham um belo futuro pela frente. Não é todo dia que você encontra sua alma gêmea e se casa com ela em tão pouco tempo. Mas uma tragédia põe fim a essa relação que estava apenas começando. Em uma fatídica noite, Ben é atropelado e morre, deixando Elsie viúva sem nem mesmo ter recebido sua certidão de casamento.

Com a perda de Ben, o chão de Elsie cai. Por mais que a relação tenha durado tão pouco tempo, sua intensidade foi tremenda e ela não sabe mais viver sua vida sem tê-lo ao seu lado. Para ajudar, sua sogra, Susan, está determinada a fazer de sua vida um inferno. A mãe de Ben não sabia da existência de Elsie e não quer que ela faça parte de nada relacionado ao funeral do filho. Como Elsie fará para dizer adeus ao homem que ama? Ela conseguirá seguir em frente com sua vida?

Querem saber o que vai acontecer? Então não deixem de ler!

***

2021 me apresentou Taylor Jenkins Reid e a autora se tornou uma das minhas queridinhas. Após duas experiências maravilhosas com livros da autora (Daisy Jones & The Six e Os Sete Maridos de Evelyn Hugo), eu decidi que tudo que fosse publicado por ela seria lido por mim. Então, quando a Paralela anunciou o lançamento de Para Sempre Interrompido, é claro que solicitei meu exemplar imediatamente.

Para Sempre Interrompido pode ser o lançamento mais recente de TJR aqui no Brasil, mas foi o primeiro livro escrito pela autora e publicado originalmente em 2013 lá nos Estados Unidos. Eu já havia lido algumas críticas não muito favoráveis sobre a obra e por isso tentei reduzir minhas expectativas. Mas devo dizer que mesmo assim eu me decepcionei.

A escrita de Taylor é muito fluida, isso não dá pra negar. Somando isso com as poucas páginas, este livro é um daqueles para ler em uma sentada e foi o que aconteceu comigo. Contudo, eu senti que a história andou, andou, andou e não chegou a lugar nenhum. Estando acostumado com as grandes reviravoltas nos livros da autora, eu esperava que isso acontecesse aqui, mas não foi o caso.

Escrever um livro sobre o luto não é uma tarefa fácil. Cada um vive a perda de um ente querido à sua maneira e não há como comparar os sofrimentos. Taylor foi bem didática nisso ao trazer mãe e esposa sofrendo pela mesma pessoa sem nunca terem tido nenhum tipo de contato. Quem tem mais direito nesse caso? É uma pergunta bem capciosa de se responder e isso meio que tange a continuação do enredo.

Elsie é uma personagem bem construída e muito real. Sua vida não era ruim, mas estava longe de ser um conto de fadas. Mesmo assim ela a levava com leveza e sempre com um sorriso no rosto, dando todo o suporte à melhor amiga e aos seus clientes na biblioteca. Tudo mudou com a chegada de Ben e o amor deles era incontestável. Tendo eu mesmo conhecido uma pessoa em um dia e começado a namorar logo em seguida, não tive como não me identificar com a história dos dois e sofrer com tudo que aconteceu com eles como se fosse comigo.

O final foi um tanto decepcionante. Quando eu percebi que não teríamos nenhuma reviravolta, aceitei que o livro era diferente das outras obras da autora e tentei continuar a leitura com isso em mente. Todavia, acho que TJR se perdeu um pouco na finalização do enredo, deixando tudo um pouco rápido e simples demais, não dando a devida atenção à redenção de Elsie.

Para Sempre Interrompido não é um livro ruim, mas está longe de mostrar o melhor lado de uma autora tão brilhante como Taylor Jenkins Reid. Finalizei a leitura com um misto de emoção e decepção, mas mesmo assim eu recomendo a leitura. Se você é fã da autora, já sabe o talento que ela tem e é interessante conhecer onde tudo começou. Mas se você ainda não conhece TJR, esse não é o livro certo para ser apresentado à ela.

Ei, eu sou a Barb, tenho 27 anos, sou baiana, estudei Letras e compartilho conteúdo desde 2010 na internet. Por aqui, escrevo sobre tudo que faz meu coração bater mais forte.

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