sobre livros e a vida

04/11/2020

O Príncipe Cruel, de Holly Black

Os pais de Jude foram assassinados quando ela tinha sete anos, fazendo com que ela e suas irmãs fossem levadas para o Reino das Fadas. Mesmo elas sendo humanas. Anos depois, ela ainda sofre com a raiva que os feéricos nutrem pelos humanos, mas seu maior desejo é ter conseguir um espaço nesse reino e na Corte. Em busca de seu objetivo, ela começa a desafiar o príncipe Feérico Cardan – aquele que mais odeia os humanos – e a participar de intrigas dentro da corte, se mostrando uma oponente tão cruel e sabia quanto os próprios Feéricos.

“No fundo do meu coração, eu desejo ser a melhor.”

Antes de seu nascimento, a mãe de Jude foi casada com Madoc, um general do Grande Rei de Elfhame. Uma série de motivos a levam fingir a própria morte, para que pudesse se esconder no mundo humano junto com sua primogênita, Vivi. Jude e sua gêmea, Taryn, são fruto de um novo casamento, desta vez com um mortal. Infelizmente, Madoc acaba descobrindo a verdade e, em nome de sua honra, acaba assassinando o casal na frente das meninas. Ele acaba por levar todas para sua casa, assumindo as responsabilidade por elas e as cria como se fossem filhas dele.

Após esse episódio, temos um salto temporal de dez anos e cada menina se desenvolver de forma diferente. Vivi virou uma força da natureza. Aprendeu magia e segue fiel as suas irmãs e a promessa de odiar seu verdadeiro pai pelo que ele fez. A considero uma das personagens mais interessante desse livro e gostaria de ver muito mais dela nos próximos volumes da serie. Ela vive escapulindo para o mundo humano e até tem uma namorada humana. Apesar de isso fugir um pouco da trama principal, a autora poderia introduzir capítulos com o arco de aventuras de Vivi… Taryn é uma jovem bonita e frágil, que tenta se adequar o máximo possivel ao meio feérico, o que a torna muito submissa a várias situações.

E temos a Jude, que seria a que realmente importa nessa historia. Ela foi muito bem desenvolvida e amadureceu ao longo da história. No início vemos que, apesar de ser uma humana frágil, ela bate de frente inúmeras vezes com quem tenta rebaixar sua raça. Jude é super dedicada e sonha em fazer parte da Corte, mostrando seu valor lutando nas guerras, assim como seu pai adotivo. A única coisa que parece esta no caminho desse sonho, é a fragilidade humana. Ela é sempre testada por seus colegas de escola, principalmente o príncipe feérico Cardan. Uma rapaz lindo e perverso, que odeia os humanos. Mais especificamente Jude.

“Madoc não faz ideia do que eu sou.
Talvez eu também não saiba. Talvez eu nunca tenha me permitido descobrir.”

Com o desenrolar da historia, Jude desafia e testa os limites de Cardan, chegando ao ponto de, finalmente, ser notada pela Corte do próximo herdeiro da coroa, o príncipe Dain. Num mundo onde Feéricos não podem mentir e humanos são os maiores mentirosos que existe, Jude é convidada para ser a espiã do principe herdeiro e assim conseguir seu lugar de honra.

Esse foi o primeiro livro que li de Holly Black, e acabo de descobri uma grande paixão por sua escrita simples e rápida. Podemos ver nessa historia muita coisas no mesmo estilo de Sarah J Maas e seu universo de Corte de Rosas e Espinhos. Ela já é conhecida do público por obras como Crônicas de Spiderwick, Boneca de ossos e Magisterium (escrito em conjunto com sua amiga Cassandra Clare), mas caso você seja fã de aventura e ainda não conheça essa autora maravilhosa, comece com O príncipe Cruel.

*Resenha postada originalmente por mim no Blog Mais que Livros

Ei, eu sou a Barb, tenho 27 anos, sou baiana, estudei Letras e compartilho conteúdo desde 2010 na internet. Por aqui, escrevo sobre tudo que faz meu coração bater mais forte.

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