sobre livros e a vida

20/08/2022

Morte no Internato, de Lucinda Riley

Morte no Internato foi o último lançamento de Lucinda Riley no Brasil. A obra foi escrita em 2006. Mas diferente de livros como O Segredo de Helena e Sala das Borboletas que também foram escritos sem a chancela de uma editora e tiveram grande sucesso de crítica, Morte no Internato não teve tempo de ser revisado pela autora antes de seu falecimento. Acredito que se houvesse a oportunidade de tê-lo feito, Lucinda desenvolveria mais alguns de seus personagens, que por sinal já brilham nas páginas desse livro.

Como grande fã da autora, a introdução do livro escrita por seu filho Harry Whittaker, já me deixou emocionada. A perda de Lucinda foi grande para a literatura, mas acredito que seu legado estará para sempre marcado nos corações daqueles que tiveram a oportunidade de conhecer suas histórias.

Diferente dos livros de drama da autora ao qual estamos acostumados, Morte no Internato é um romance policial que tem como pano de fundo uma cidadezinha do interior da Inglaterra. O mistério da trama se desenvolve a partir da morte de um estudante na Escola St. Stephen – um internato na região mais remota de Norfolk, o que traz para a trama a inspetora Jazmine Hunter, que havia se afastado da carreira policial em Londres, mas que decide voltar à ativa como um favor para seu antigo chefe.

Quando Jaz  inicia as investigações, logo fica claro que a morte do adolescente Charlie Cavendish pode se tratar de um assassinato. O garoto praticava bullying com diversos alunos e talvez alguns de seus colegas tenha decidido acertar as contas trocando seus comprimidos para epilepsia. Mas será que esse caso é realmente tão simples quanto parece?

Enquanto a trama se desenvolve, novas pistas e suspeitos surgem, complicando as investigações e transformando o caso em um verdadeiro desafio para a inspetora. No entanto, muito mais do que um caso a ser desvendando, Morte no Internato também traz aquela pitada de drama que conhecemos bem nos livros de Riley. E enquanto novas pistas surgem, conhecemos os demônios pessoais que Jazmine precisa enfrentar, bem como os dramas familiares dos demais personagens que compõe a obra.

Sobre o suspeito, só posso dizer que fui tapeada, mas adorei a forma como a autora conduziu os acontecimentos e entregou todas as respostas no tempo certo, sem deixar pontas soltas. Morte no Internato certamente teria mais algumas páginas se Lucinda revisasse, contudo, é perceptível que seu coração e base de escrita estavam bem inseridos desde a primeira página dessa história.

Ei, eu sou a Barb, tenho 27 anos, sou baiana, estudei Letras e compartilho conteúdo desde 2010 na internet. Por aqui, escrevo sobre tudo que faz meu coração bater mais forte.

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