sobre livros e a vida

11/11/2021

Garota, 11, de Amy Suiter Clarke

Durante anos Elle Castillo trabalhou como assistente social no Serviço de Proteção à Criança em uma cidade do Minnesota, mas um equívoco durante uma investigação a fez desistir desta carreira. Agora, anos depois, ela é a famosa apresentadora do podcast Justiça Tardia, um programa onde ela investiga casos arquivados pela polícia, em busca de novas provas que possam capturar o culpado.

A quinta temporada do podcast acabou de estrear e o foco agora é o Assassino da Contagem Regressiva, um serial killer muito temido nos anos 90. O homem, que nunca foi capturado, possuía um método peculiar. Ele matava apenas garotas, sequestrando-as em trios, em um intervalo de 03 dias, sendo sempre a seguinte um ano mais nova que a anterior. O corpo da vítima era sempre encontrado no sétimo dia após o desaparecimento, em algum lugar público, com sinais de envenenamento por ricina e 21 chibatadas em suas costas.

Elle está obcecada pelo ACR, assim como seus ouvintes. O podcast está fazendo mais sucesso do que nunca e é a grande chance da investigadora mostrar que não é apenas uma detetive de sofá. Só que com o sucesso vem os haters e as ameaças recebidas no e-mail do programa e em suas redes sociais estão cada vez mais frequentes e sombrias.

Num certo dia, Elle recebe o contato de Leo Toca, um homem que afirma saber qual a verdadeira identidade do ACR. Porém, ao chegar no apartamento do homem, se depara com seu sócio debruçado sobre seu corpo. Leo fora assassinado e levou consigo as informações que Elle tanto precisava. Mas é claro que a moça não desistirá fácil. Ela está um passo mais próximo de desmascarar o bandido e seguir as pegadas de Toca pode ser sua melhor escolha.

Contudo, quando menos espera, Elle é surpreendida por um possível retorno do ACR, ameaçando a ela e alguém que ela ama muito. Ela precisa correr contra o tempo para finalizar de uma vez por todas essa investigação, mas como seguir em frente se ninguém acredita nela? O caso passou a ficar pessoal demais e Elle não deixará nada barato para seu maior inimigo.

Querem saber o que vai acontecer? Então não deixem de ler!

***

Quem me conhece sabe que eu sou um grande fã de thrillers e estou sempre em busca de novas histórias dentro deste gênero. Então, quando a SUMA anunciou o lançamento de Garota, 11, imediatamente fiquei interessado. Depois de ler algumas críticas bem positivas, resolvi me jogar na leitura e solicitei um exemplar do livro à editora. E meus amigos, que livro foi esse?!

A escrita de Amy Suiter Clarke é simplesmente viciante. A autora alterna a narrativa em terceira pessoa, sob a perspectiva de Elle, com trechos redigidos de cada episódio da quinta temporada do podcast, de forma que o leitor possa acompanhar a investigação em tempo real e ao mesmo tempo saber o que já foi divulgado aos ouvintes. Achei brilhante esta forma de escrita, pois deixou a história mais dinâmica e passou todas as informações que precisamos para entender a trama.

Elle é uma personagem formidável. Ela tem alguns fantasmas no armário, mas não se deixa abater diante de sua determinação em por um fim em casos arquivados. Em seu podcast, a moça busca sempre focar nas vítimas, não dando espaço para o assassino. Com o ACR as coisas são um pouco diferentes e por trás de tanto empenho vemos que existe algo pessoal. E esse fogo nos olhos da protagonista só dá um gás a mais ao livro.

Ao seu lado, Elle conta com muitas pessoas lhe dando suporte. Preciso citar principalmente seu marido, Martín, um médico legista que a apoia em qualquer decisão; Tina, sua amiga e produtora no podcast, que lhe ajuda nas investigações; e Ayaan, uma policial islâmica que trabalhou com Elle no SPC e passa muito o ar de girl power. Todo esse time de peso reunido é um excelente porto seguro para Elle, além de grandes aliados.

Quanto ao final, eu não tenho mais unhas por tê-las roído todas durante a leitura. Conforme as peças do quebra-cabeça foram se encaixando, era evidente quem era o culpado, mas eu não sabia o que a autora faria para enquadrá-lo. A forma como tudo aconteceu foi uma grata surpresa, que só me fez gostar ainda mais de Elle e de Ayaan. Garanto a vocês que esse livro possui muitas reviravoltas, que deixarão vocês de boca aberta.

Em suma, Garota, 11 é um livro eletrizante, recheado de cenas de ação, investigação e um bom drama, como todo livro que se preze neste gênero. Além disso, temos personagens instigantes, bons conflitos familiares e um vilão de fazer arrancar os cabelos. Estou muito contente por ter feito essa leitura e mais do que recomendo essa obra a todos. Tenho certeza que os fãs de thriller vão ficar satisfeitos com mais esse lançamento.

Ei, eu sou a Barb, tenho 27 anos, sou baiana, estudei Letras e compartilho conteúdo desde 2010 na internet. Por aqui, escrevo sobre tudo que faz meu coração bater mais forte.

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