sobre livros e a vida

25/10/2016

[Halloween SEA] Tá Na Estante :: ‘Amityville’ #589

E aí, pessoal! Tudo bem?

Nesse mês tão especial para os fãs do terror, seria impossível não rolar a leitura de um dos melhores lançamentos do gênero em outubro. Por isso, assim que Amityville foi disponibilizado para solicitação, eu corri para garantir meu exemplar com a DarkSide Books.

Livro: Amityville
Autora: Jay Anson
Editora: DarkSide Books
Páginas: 240
Sinopse: Depois de passar algumas décadas fechada, a propriedade no número 112 da Ocean Avenue no subúrbio de Nova York finalmente abre as portas para os leitores da DarkSide® Books. Cercada pela natureza, com janelas amplas e uma sacada espaçosa, ela poderia ser uma casa de bairro tranquila como todas as outras, não fosse seu passado devastador e sangrento. Em 1975, George e Kathleen Lutz resolveram recomeçar a vida em uma nova residência que compraram por uma pechincha. Vinte e oito dias depois, os cinco membros da família fugiram aterrorizados, deixando a maior parte de seus pertences para trás. Estranhos eventos começaram a acontecer, afetando a vida dos Lutz e indicando que uma presença maligna habitava a casa. Embora tenha sido amplamente divulgada pela mídia, em especial nos jornais e nas revistas da época, muitas vezes de maneira sensacionalista, a história da casa nunca havia sido contada com riqueza de detalhes — até Jay Anson decidir reconstruí-la e transformar seu livro de não-ficção em um dos relatos paranormais mais importantes e conhecidos de todos os tempos. Baseado nas experiências sobrenaturais reportadas pelos Lutz durante o mês de dezembro de 1975 e o começo de janeiro de 1976, Amityville é um dos livros mais aguardados pelos leitores da Caveirinha. Por isso mesmo, muito mais do que dar apenas aquela demão de tinta, a DarkSide® Books vai fazer uma reforma completa na casa, apresentando a sombria construção em detalhes, do quarto secreto no porão às verdadeiras manchas nas portas e nas paredes escondidas pelas tintas do tempo — tudo exatamente como aconteceu, com todos as entidades e vozes que habitaram o sótão, o porão e demais cômodos da casa —, em uma edição assustadora e com o cuidado quase sobrenatural da editora mais dark do Brasil. Adaptada várias vezes para o cinema e contando também com diversos spin-offs, a história de Amityville hoje é amplamente conhecida e é considerada um dos mais importantes relatos sobre casas mal-assombradas da cultura popular.

13 de Novembro de 1974, Ocean Avenue número 112. Uma pacata cidade dos Estados Unidos da América vira palco para um dos mais misteriosos assassinatos já vistos. A família DeFeo é brutalmente assassinada por Ronald DeFeo, que usando um rifle de alto calibre matou de forma metódica os pais, seus dois irmãos e suas duas irmãs e em seguida fora condenado a prisão perpétua.
Um ano após os tristes acontecimentos na casa colonial no número 112 da Ocean Avenue, George e Kath Lutz decidem dar início a uma nova fase de suas vidas comprando aquela magnífica residência que graças aos acontecimentos do ano anterior se encontra à venda por um valor muito abaixo ao preço de mercado.
Com pressa para dar logo o primeiro passo nesse novo rumo, o casal e seus três filhos imediatamente se mudam para sua nova casa e convidam o padre Frank Mancuso, que entrou para o círculo de amigos da família há cerca de 2 anos, para abençoar o local e dar início a essa nova fase de suas vidas.

Porém, a visita do padre para abençoar a nova moradia dos Lutz despertou forças desconhecidas que há muito habitavam aquele local, dando início aos 28 dias mais aterrorizantes que essa família já viveu. Agora, cabe a eles descobrirem como sobreviver a essa situação que pode acabar com as estruturas dessa família e ainda dar um fim em suas vidas.

Como qualquer outro amante do terror, eu obviamente tenho um lugar especial no coração para o caso de Amityville e suas representações cinematográficas, inclusive aquele desastre de 2005 estrelado pelo maravilhoso Ryan Reynolds. Porém, por mais que essa história tão conhecida tenha feito parte de grande parte da minha vida, eu ainda não tinha tido a oportunidade de ler a obra escrita por Jay Anson e que deu origem à essas adaptações.
Já nos primeiros capítulos eu percebi que a jornada por esse livro acabaria sendo um pouco mais longa do que eu esperava. O livro conta com uma narrativa um tanto arrastada e que acaba fazendo a leitura ser um pouco mais demorada. Porém, mesmo com essa narrativa arrastada você consegue engatar no livro… até certo ponto. Já na metade da obra você percebe que o autor começa a se repetir bastante e a inconsistência dos fatos começa a se revelar. Por exemplo, um dos pontos que de acordo com o autor é um dos mais afetados pela permanência na residência é o temperamento, porém da metade do livro em diante os personagens parecem não ser mais tão afetados pelas forças.
O livro é narrado em terceira pessoa e intercala os acontecimentos da família Lutz com as provações que o Padre Mancuso está passando por tentar ajudar a família, mas em alguns momentos, não sei se propositalmente ou por descuido, o autor acaba trocando para a primeira pessoa e causa uma pequena bagunça no meio do diálogo.
O livro que alegadamente é baseado em fatos reais mostra inconsistências também nas manifestações dessa força sobrenatural que habita na residência. Em alguns momentos são manifestações que só poderiam ser causadas por um poltergeist, mais para frente as manifestações pegam características demoníacas, mais para frente fantasmagóricas e assim por diante (o que é pobremente explicado no posfácio). Como se isso não fosse suficiente, os envolvidos no livro, tanto autor quanto personagens, parecem não saber exatamente o que estão fazendo. Jay narra incidentes nos fins de alguns que capítulos que simplesmente não possuem continuação no capítulo seguinte e que aparentemente não causam efeito algum nos personagens.
Falando em personagens, preciso comentar sobre George e Kathleen Lutz, os personagens mais perdidos na história da literatura. O casal que agora mora em uma casa atormentada por forças do mal parece não ter um objetivo central durante toda a história. Eles simplesmente estão lá vivendo na casa assombrada até que simplesmente… não estão mais. O livro não tem uma história consistente para sobreviver como algo baseado em fatos reais e ao mesmo tempo não tem um enredo redondo o suficiente para sobreviver sozinho como livro de ficção.

Como ouvi muitas pessoas dizendo que o final era um pouco decepcionante e eu já estava um pouco desapontado com o desenvolvimento do livro, eu logo imaginei que as últimas páginas seriam algo doloroso de se ler. Porém, graças a Salazar, eu acabei tendo um surpresa um tanto quanto agradável. O final é sim meio morno, como algumas pessoas já haviam me falado, todavia, é diferente dos finais utilizados nas adaptações cinematográficas, o que me pegou de surpresa e acabou sendo um ponto positivo.
Em questões físcias não há muito o que falar, né? Seguindo o estilo minimalista usado nessa maravilhosa capa, o livro não possui tantos detalhes internos como já vimos em outros títulos da editora, mas isso acabou encaixando perfeitamente com a proposta do livro. As páginas amareladas possuem fonte, margens e espaçamento que já estamos acostumados. Para dar aquele toque final, o livro ainda conta com uma fita de cetim vermelho para marcar as páginas.
Mas e aí Wellyson, o que achou do livro no geral? Se você me perguntar agora se eu gostei o livro eu com certeza irei dizer que sim sem pensar duas vezes. Porém se eu tirar a visão de fã da história e for analisar a obra com os olhos de quem está tendo o primeiro contato com a história ela pode acabar sendo decepcionante…
O maior fator na sua opinião final sobre esse livro é o quão disposto você está à acreditar em tudo o que foi escrito pelo autor, o que para mim funcionou até certo momento mas que logo acabou se tornando algo mais cômico do que aterrorizante. O livro é uma obra que vale a pena ser lida tendo em vista que é uma fonte de informação extra para os fãs do caso e também uma experiência nova que pode acabar sendo agradável para os novos leitores que não possuem grandes expectativas.
Beijos e até a próxima!
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Ei, eu sou a Barb, tenho 27 anos, sou baiana, estudei Letras e compartilho conteúdo desde 2010 na internet. Por aqui, escrevo sobre tudo que faz meu coração bater mais forte.

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